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Quem já esteve doente da barriga, nem que seja com uma gastroenterite, deve se lembrar como mexe com toda a nossa vida e estado de espírito. Agora imagine viver com uma doença intestinal crónica! Condiciona as rotinas e altera a mente tornando a pessoa mais deprimida, fechada, baixa-autoestima e esgota a energia.

 

Ainda que possa achar que é uma doença para a vida, ou seja crónica, na verdade não o tem de ser. Com a minha experiencia clinica 99% das pessoas que conheci deixaram de ter a doença e os outros 1% melhoraram substancialmente. Não detenho nenhum segredo que seja só meu. O que aplico, partilho. São por vezes coisas básicas como a alimentação.

 

O Intestino é muito vulnerável a mudanças alimentares e todas as que foram feitas nos últimos 100 anos, e que você pode ser levado a achar que são as bases da alimentação humana, na verdade não o são. Retirar todos os alimentos que causam stress ao intestino e colocar aqueles que ele “anseia”, respeitar os “timings” de ingestão alimentar que ele pretende continuem a base de uma Nutrição Integrativa, que juntamente com alguns suplementos (Ortomolecular) importantes ao processo de reparação, fazem autênticos milagres em poucas semanas, mesmo que o problema tenha anos.

 

Por outro lado, o intestino, ou o seu segundo cérebro, é muito sensível a traumas e efeitos nefastos do stress. Não atuar a este nível impossibilita a cura total, pelo que é necessário reprogramar o sistema nervoso, ajudando a “cicatrizar” traumas e criar as bases para evitar recidivas futuras.

 

Ame a sua barriga. Ame-se a si. Ela por vezes só quer que você se escute.

 

André Dourado