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A primavera é a altura do ano em que a natureza volta a renascer com cores, perfumes e sons de vida. Com toda esta festa de vida, vêm os pólens e outras fontes de alergias que fazem desta época bonita do ano, um pesadelo para alguns.

Espirros, corrimento nasal e perda de olfato caracterizam o que se chama de rinite alérgica e inflamação do olho, lacrimejo e comichão o que se designa por conjuntivite alérgica. Mas porque algumas pessoas têm estas reações? E é para toda a vida?

Estas reações são desequilíbrios imunológicos em que as nossas defesas têm reações exageradas perante substâncias externas relativamente inofensivas. Na verdade, a muitas vezes são reações psiconeuroimunológicas pois o sistema imunológico raramente atua sozinho, mas em resposta a eventos importantes que vivemos e memorizados.

 

Para além de ser necessário reeducar o sistema imunológico a partir do intestino, aumentar a ingestão de nutrientes escassos na dieta atual e retirar os irritantes alimentares, é por vezes preciso uma intervenção mente-corpo, ou seja psiconeuroimunológica, para cessar de vez estas reações. O cérebro memoriza todos os detalhes presentes num determinado evento vivido em hiperstress podendo associa-los entre si. Quando um desses detalhes reaparece ele ativa esse “ficheiro” mental e desencadeia as reações.

 

As alergias não têm de ser para toda a vida. A primeira pessoa que eu tratei foi a mim próprio, teria eu 26 ou 27 anos. Os testes deram que seria alérgico a ácaros, pólen e pelos de gatos. De facto, era impossível na altura entrar numa biblioteca. Passado alguns meses, limpava o pó, lia livros antigos cheios de pó e nunca mais tive qualquer reação. Já tive êxito com muitas outras pessoas, tanto na rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticaria ou asma alérgica. Não somos todos iguais e não há receitas de bolo aplicáveis a todos de forma igual, mas estas são as bases para termos êxito.

 

André Dourado